
Carnaval • 19 de janeiro de 2026
Conheça os sambas-enredo da Série Bronze do Carnaval Rio 2026
Por Adriano Dias
Publicado em Atualizado em
23 min de leitura
Nos dias 20 e 21 de fevereiro, a Intendente Magalhães volta a ser palco da pluralidade do Carnaval carioca com os sambas-enredo da Série Bronze. É nesse chão democrático que, assim como na Série Prata, vão se encontrar Escolas tradicionais, carregadas de história e novas Agremiações, que chegam…
Nos dias 20 e 21 de fevereiro, a Intendente Magalhães volta a ser palco da pluralidade do Carnaval carioca com os sambas-enredo da Série Bronze. É nesse chão democrático que, assim como na Série Prata, vão se encontrar Escolas tradicionais, carregadas de história e novas Agremiações, que chegam com muita vontade de marcar seu nome na folia.
A seguir, confira os sambas-enredo das agremiações que desfilam nesses dois dias e prepare-se para viver mais um capítulo da maior manifestação cultural do país:
Concentra Imperial
A Escola de Santa Cruz inicia os desfiles da Série Bronze prestando reverências a Rosa Magalhães. Com o enredo "Nem toda rosa é vermelha, das espécies surge a Magalhães", a Concentra promete celebrar a sensibilidade artística e o legado da carnavalesca, que encantou gerações.
Autores: Glauco Leão, Bebetinho, Douglas Ramos, Nito de Souza, Naval, Marquinhos Beija-Flor, Júlio Assis.
Bum bum paticumbum prugurundum Sua obra é um legado que o samba aplaudiu Dos livros extraiu sabedoria Sua arte é poesia com um toque genial Tribos tupinambás e tabajeres vão passar Mas vale um jegue que um camelo a derrubar Brasil mostra sua cara e raiz, or not Tupy Quem te descobriu foi o seu Cabral Desceu o suco na pancada do ganzá
Vem brincar nesse trem, au revoir Napoleão Na Rua do Ouvidor, delirante confusão (bis) A festa é pra gente, Marques na Sapucaí Para o caldeirão ferver, o concentra é o ti-ti-ti
Na Vila, mostrou o celeiro pro mundo E fez um arraiá pra lá de bom Por muitas vezes, uma rosa premiada Balançou arquibancada e deu o tom Um cenário ideal nasceu No Maraca a festa brilhou A união dos esportes, selando a paz mundial Eternizando o encerramento magistral
Ê saudade que dói no fundo do peito (bis) E quem dera um dia no tempo voltar
Agradecer aos mestres com carinho Concentra Imperial resgata o caminho (bis) De Rosa Magalhães, eterno ensinamento Pra vida, inspiração e sentimento
Acadêmicos do Recreio
Com o enredo “Nosso Lar Aiyê dos Orixás: Terreiro de Nossa Gente", a Escola da Zona Sudoeste promete enaltecer o nosso lar como um espaço sagrado de culto, resistência e morada. A Agremiação promete se transformar em um terreiro de luz e fé, onde o Aiyê (a Terra) é a morada sagrada dos nossos Orixás e o berço da nossa comunidade.
Autores: Jeferson Rodrigues, Marquinhos Índio, Gilson Bernini e Gilsinho da Vila
Cenário encantado de axé O portal da minha fé, o ayê dos orixás Terreiro de umbanda e candomblé Memória viva dos meus ancestrais Chegou o povo cigano Tem festa à luz do luar Em cada palma da mão… destino Fogueira, pé na areia à beira-mar Ao som dos violinos A roda de oborós e iabás É canto e reza, caridade, amor e paz
Minha Praia da Macumba Um presente do sagrado Um balaio de riquezas Êta solo abençoado A energia que envolve o meu quintal Virou enredo nesse Carnaval
Ogã, firma ponto no tambor Ialorixá mandou Bota a gira pra girar Laroyê Exu, mojubá A malandragem tá na ginga do meu samba Filho de pemba também vai pagodear No fim do ano, quando o céu clareia Tem oferendas que a maré sabe levar Esporte, cultura, lazer, prazer Motivos pra me orgulhar… meu lugar A brisa sopra musicalidade Lá vou eu nas ondas da felicidade
Kabecilê Xangô, meu padroeiro Alumia o nosso lar, salve o povo macumbeiro Yemanjá, peço proteção Vai, meu Recreio, nesse mar de emoção
Rosa de Ouro
O legado de Candeia vai ser levado para a Avenida pela Rosa de Ouro. Com o enredo "Deixe-me ir: Rosa de Ouro canta Candeia: A Luz que Iluminou o Samba!”, a Escola homenageia seus 90 anos, cortejando de reverência à sua trajetória, às suas letras combativas e poéticas, ao seu amor incondicional pela negritude, pela cultura popular e pelo carnaval verdadeiro.
Autores: Victor Rangel, Dinho PQD, Marcelo Vieira, Diego Gaúcho, Edson de Jesus e Léo Castro.
É povo preto, é mandinga e fundamento O real assentamento traz a luz de orixá Que guia, orienta e dá caminho Nunca vai deixar sozinho, é a força pra lutar O negro em dia de graça, o axé que não passa A esperança que não vai ter fim Arte iluminada por Candeia A estrela que anseia o futuro no sopro do benjoim
Partideiro, sua rima me conduz O seu verso vem das bandas de Oswaldo Cruz O retinto carioca se vestiu de azul e branco Trouxe a águia da Portela e seu eterno manto
É resistência, alma livre pra cantar Sob a luz do luar… exalou favela Cultura enraizada no saber Muito fez por merecer, mostrou sua diretriz Quilombo é raça, raiz Acordes que brotam do chão O canto é um elo das três raças A fuga dos nossos ais Sua história assim se faz O legado é alma do Carnaval
A nossa escola de samba é ouro É rosa que faz o povo cantar Meu partido é o samba na veia, tem sobrenome Candeia Chama que jamais se apagará
Império de Brás de Pina
Com o enredo "Nas Asas do Gavião, o Violão – Alma Musical do Brasil", a Agremiação da Zona Norte promete embarcar a Intendente em viagem mágica pela história da música brasileira, tendo o violão como fio condutor que costura ritmos, emoções e histórias de norte a sul do país.
Autores: Adriano Amaral, Luh Andrade, Clara Vidal, Felipe Lima, Jorginho Anhangá Ney Mesquita.
Veio de além-mar Na travessia, um lamento em segredo Feito de notas e pranto tecido Cordas caladas em meio ao degredo Ao aportar no chão, soprou liberdade Festejando com os índios, nasceu identidade Na voz do repente cortando sertão Florescem poesias no xote, baião Violeiros, sertanejo a cantar Um novo som está no ar
Na Lapa, a lua sorri seresteira Entre as varandas da gafieira A bossa que embala um chorinho do bom Nas cordas do meu violão
Vem nos meus acordes viajar Por melodias de tantas canções Uma congada de cores no frevo das multidões Grandes festivais, liberdade e esperança Caminhando contra o vento A Tropicália é lembrança O rap é a luta desse meu país No funk a favela só quer ser feliz E o samba é a voz que não cala, é minha raiz Vem ver meu Gavião tocar sua viola E fazer valer a história Pro meu Império ser campeão
Violão e a canção brasileira Mistura perfeita desse meu país Brás de Pina, a tua bandeira Paixão verdadeira de um povo feliz
Sereno de Campo Grande
Em comemorações de seus 30 anos, a Sereno vai mergulhar nas sombras da desigualdade para trazer à luz aquilo que é silenciado através do enredo "Com o Olhar de Coruja, Enxergamos Além da Escuridão". O desfile também vai celebrar a resiliência e a cultura que pulsa mesmo em meio ao caos e da esperança que insiste em florescer.
Autores: Jaci Campo Grande, Sergio Alan, André Baiacu, Fabio Rodrigues, Laio Lopes, Marcelinho do Cavaco, Reinaldo Chevett, Almir Chega Junto, Renato Duarte e Ricardo Castellar “Cabelo”
Além da escuridão Uma luz que encanta e fascina Contra os muros da opressão Vou em outra direção, proteger a vida O rio escasso lamenta Paira no céu o ar poluído Nas matas resiste a esperança Por que não acreditar Exaurido o planeta, que futuro haverá?
Campos de guerra expõem a contradição Riqueza demais em poucas mãos Ante a ganância voraz Canto em favor da paz Enfrento toda forma de exclusão
Respeito a fé, origem e cor Sou a coruja espalhando o amor Represento o saber O estudo ajuda a vencer Reflete no meu pavilhão A “garra” de ser campeã O samba fortalece a minha paixão (superação) Reciclando sonhos A festa não pode parar Brilham as “bodas de pérola” No meu olhar
Sublime inspiração Quantas histórias no coração Em noite de esplendor, um voo pleno Nos 30 anos do Sereno
Leão de Quintino
Com o título “O Reino que o Samba Sonhou!”, a Agremiação de Quintino promete emocionar o público com um defile onde a fantasia, a cultura e a alegria do povo formam os pilares de um império popular.
Autores: Marcelo Lepiane, Lico Monteiro, Marquinhos Beija flor, Júlio Assis, Flavinho Avellar, Ricardo Simpatia, Jonas Marques ,Tim Maia, Marcelo Mineiro, Julio Cesar Freid’Sil, Laura Romero, Binho Teixeira, Waltinho Xavier.
Era uma vez Um reino onde a fé não descansa Lugar de coragem e luta Suor e labuta e um fio de esperança Sob a luz dos guardiões da avenida Magia, herança ancestral Metamorfose é transformação No show da vida à criação
No faz de contas vou bordando a fantasia Com euforia, entalhando a ilusão A obra prima do artista em poesia Vai empolgando a multidão
Sopra a brisa e anuncia Festejo nesse reino de emoções Trovadores batucadas O cortejo faz pulsar os corações E pra embalar O Carnasamba contagia Baluartes, gente bamba Tem nobre no samba Os reis da folia Os nobres do samba No reinado da folia
Abre o portal da alegria Leão de Quintino chegou O sonho Encantado do povo que Brilha No reino que o samba sonhou
Flor da Mina do Andaraí
Com o enredo “Tereza de Benguela – A escrava que virou rainha”, a agremiação vai contar o legado inspirador de Tereza de Benguela, uma mulher que rompeu as correntes da escravidão para se tornar líder do Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, desafiando o sistema escravocrata e construindo uma comunidade autônoma, plural e resistente.
Autores: Jorge do Batuke, Fred Lima, Lucas Alves, Márcio Carvalho, Ayr Júnior, Claudinho Oliveira e Araguaci
Oh! Tereza! A roda do tempo girou, Mas ninguém te esquece. És filha de Angola? Ao luar permanece… Tua alma guerreira, que jamais se apagou. Odoyá… no balanço do mar Liberta as correntes, Quilombola, heroína, é chama ardente! Benguela, nome que eternizou. Foi na fé em Deus! Foi na fé em Deus! Brava luta contra o opressor Igualdade ainda não chegou? De caboclo à mulato, A essência é o amor!
Êêê… negra rainha… Que na força de Nzâmbi Não se entregou! Oh, Senhor! Do Quariterê, a eterna herança. A liberdade não raiou.
Resistência é a força que se cria, Nosso canto tanto ensina, O seu sangue germinou, Linda semente… Que hoje é a estrela guia, Sua luz nos irradia… Coragem, povo vencedor!
Ôôôôô, canta Flor da Mina! Preta é a voz do morro! Que ecoa na avenida!
Unidos de Cosmos
Para essa temporada, a Unidos de Cosmos propõe um mergulho profundo na ancestralidade, exaltando a força espiritual, a sabedoria dos povos originários e o elo sagrado que nos une à natureza. Com o enredo "AHAMA – É preciso resgatar para existir“, a escola promete um desfile de fé, memória e consciência, celebrando o reencontro com nossas origens e o despertar para o que realmente nos mantém vivos.
Autores: Lúcio Naval, Diego Nicolau, Igor Pagodinho, Márcio Silva, Júnior Diniz e William Picote
Sou eu curumim que carrega no sangue a terra O filho ancestral de um país ancião O elo entre homens e animais O som dos pajés em seus rituais Evoco a resistência nesse chão A alma de Sepé Tiaraju A força de Tamoios, Cariris A luz em dois de Julho Por todos os "Brasis"
O grito que ecoa é brado de resistência A quem entoa contra nossa existência Ergo a voz pra lutar, defender nosso chão Agbaye, Deus Tupã! Salvação!
Rio acima, a mata é dos encantados Na defesa do Eldorado Da beleza de cunhã Onde a lua se admira Na contenda Curupira Entidade guardiã Meu Brasil Urucum Coração de mulher Grito de resistência Testemunho de fé Canta todo o povo da floresta, vem ver É festa até o dia amanhecer
Auê Auê quando o som do tambor bater A magia acontecer É Cosmos a desfilar, Aldeia Brasil rumo a vitória Escreve o nome do teu povo na história
União Cruzmaltina
O legado de Miguel Camisa Preta vai ser o tema central da União Cruzmaltina para o desfile deste dia. Com o enredo "A parábola de Miguel - O Homem da Camisa Preta", a Agremiação celebra a trajetória de um personagem forjado na rua, na astúcia, na coragem e no código próprio de quem nunca aceitou ser menor que seu destino.
Autores: Samir Trindade, Renne Blum, Herval Neto, Jonathan Silva e Daniel Paixão
Carioca atrevido, Capoeira temido… Vem, Malandro Miguel! Liderança de rua, Forjado de astúcia, Malícia de mel!!! Muitas amou, também por muitas foi amado. Pegada firme de um malandro posturado. Viveu a vida defendendo e atacando… Na madrugada, de mãos dadas com o profano. Mas Capoeira se esqueceu, que não sabia desviar de bala. No gatilho, a covardia: Faleceu Camisa Preta E a Capital decretou luto na Lapa!
Vem, abre a roda e vem jogar! Malandro bom, não pode confiar nos outros. Mas o que pareceu ser mal Deu vida a um imortal: Camisa Preta, campeão do Carnaval! (2x)
Ogunhê, Patacori! Epa Hey, Iansã Balé! Do outro lado, ele assumiu A malandragem com seu Zé. Pra uns, é Miguelinho do Morro ou Miguelzinho. Fuma, bebe, brinca e ri, Mas não é de brincadeira! Pros amigos tem cerveja e petisco; Pros inimigos, tem caixão e vela preta! Quem lhe demanda, eu admiro a ousadia. O seu feitiço passou longe de pegar! Camisa Preta frita peixe em água fria. E aqui, na Cruzmaltina, faz macumba voltar!
Na porta de um cabaré, Eu vi caído quem jurou de me matar. Não deu nem tempo de saber quem é, Porque Miguel chegou bem antes de eu chegar! (2x)
Alegria de Copacabana
Fechando a primeira noite, a Alegria de Copacabana vai levar o enredo "Tranca-Rua", que promete abordar as tradições de fé, resistência e mistério, com a saudação "Laroyê" para abrir os caminhos.
Autores:Márcio André, Rafael Prates, Daniel Katar, Mingauzinho, Nando do Cavaco, André Filosofia, Grassano e V.Tomageski
Ogum... Ogunhê Chama a gira... Pro Seu Capa Preta e cartola Pra conduzir meu caminhar Rumo a vitória! É no toque da macumba Que me livro da quizumba Exu das Almas, saravá! Mar de dendê, marafo, alafiá É festa de Umbanda Pra vencer demanda
O sino da igrejinha faz belém-blém-blom O sino da igrejinha faz belém-blém-blom Meu povo pisa forte neste chão E firma o ponto batendo na palma da mão
Ô luar, ô luar... Sobre as sete encruzilhadas Embaré vem gargalhar Ô luar, ô luar... A falange está formada O xirê vai começar! Dos humildes, defensor Tenho fé no axé do protetor Seu Tranca-Rua vai cortar todo esse mal Abençoa a minha escola Vem guiar meu carnaval
Laroyê Exu e Mojubá Clareia clareia Abre os caminhos Alegria vai passar Levantar poeira
Caprichosos de Pilares
Abrindo a segunda noite de desfiles, a Caprichosos levará o enredo “Que valha a nossa voz”. A voz preta será exaltada através de ritmos, nomes e canções singulares que se destacam no Brasil. O protagonismo preto através da música, dita para a Caprichosos um cenário sócio musical, onde o som conclama ideologias, verdades e a realidade cultural de jovens e artistas.
Autores: Alexandre Reis, Victor Rangel, Giuliano Paim, Dinny da Vila, Jonathan Tenório, Gigi da Estiva, Zé Mauro, Herval Neto e Lodi
Solta a voz chegou pilares E nos bailes da Pesada o DJ comanda o som É Black Power resistência não espera É fusão que reverbera um tremendo batidão Olhos coloridos de uma menina Preta melodia é Brasilidade Empoderamento na cultura popular O show vai começar
Grafitando letras racionais Minha Arte não vai tombar jamais O meu charme é curtir um funk Um anda bonito e outra elegante
Afro Brasileiro gosta de mistura Ritmo empolgante toque todo seu Na modernidade alma de terreiro A baianidade nunca se perdeu O som do negro é universal Faz no carnaval a maior a maior festa popular Caprichosamente um Grammy pra te coroar É Deus quem aponta a estrela Que tem que brilhar
Um sorriso negro é favela Braço forte que não cansa sentinela Dos sambas de Ciata aos pagodes De Arlindo o nosso tambor te leva ao infinito
Unidos de Vila Rica
"O Poeta do Sertão: João do Vale" será a homenagem da Villa Rica ao mestre da música popular brasileira, um ícone da cultura nordestina que transformou as adversidades do sertão em poesia e resistência. Com um enredo que nos leva do coração do Maranhão até o palco do Brasil, celebramos a vida e a obra de João do Vale..
Autores: Pato Roco, Renne Barbosa, Henrique Santos, Herval Neto, Piter Luiz, Evanildo Paranhos, Nelsinho Marcolino, Ismael Peçanha. Participações Especiais: Bia Teixeira & Santos Consultor Imobiliário
Do ventre da terra vermelha No “Lago da Onça” nascia O mensageiro da esperança Lavrando a fibra da família Na sua enxada, a poesia As cicatrizes traziam a dor Pé na estrada, uma nova jornada O “aço” do Nordeste despontou
No toque do “tambor de crioula” Renasce a valentia, maracá Ê, Bumba Meu Boi, brilha São Luís Seu reduto de magia
Rasgando o céu da imensidão Contra a opressão Um “carcará” que voou Pra desarmar as mordaças Desse país, “mundo cão” João… artista nobre dessa mãe gentil O povo todo aplaudiu No “Zicartola” e no teatro “Opinião” A luta, coragem, desbrava De azul e amarelo, o morro te exalta Do samba faço oração Eternizado em nosso coração
Ele é o João da Villa Rica De tantas vidas, de tantos amores “Pisa na fulô” na gira do Maranhão Canta forte, “o poeta do sertão”
Boi da Ilha do Governador
Terceira escola a desfilar no sábado, a Boi da Ilha vai reeditar um dos maiores carnavais de sua história: “Orun-Ayê”, de 2001. O enredo narra a criação do mundo a partir de uma lenda africana de origem nagô.
Autores: Aloisio Villar, Clodoaldo Silva, Paulo Travassos e Silvana Da Ilha
Vem do Orun A ordem do Divino Criador Para ser criada a Terra E viver em paz, sem guerra Olorun abençoou Oxalá, orixá de confiança Cai na sede da vingança Não cumpriu sua missão Exu, que é o bem e a maldade Usa sua ambiguidade Faz mudar a direção
Odudua, vá falar com Orunmilá Consulte o oráculo de Ifá Não se esqueça da oferenda (bis) Não tenha vaidade A nossa força vem da humildade
Vejo os meus filhos em seu caminhar Elementos irão se formar Nasce a vida do ventre de Ayê É nagô, essa beleza é você, nagô Que mostra um mundo de esplendor
Em uma linda história de amor Hoje eu peço paz, saúde e felicidade Brindaremos ao futuro nesse dia (bis) Faça sua festa com o Boi da Ilha
Imperadores Rubro Negros
A rubro-negra vem o enredo “Nigredo e Rubedo: Alquimia em preto e vermelho”, onde exaltará a prática mística que floresceu durante a Idade Média reunindo arte, ciência e magia, a Alquimia.
Autores: Marquinho Beija-flor, Valtinho Rubro-Negro, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Sérgio Renan
Sou na vida um alquimista E mergulho na magia Atravesso as dimensões Guardo a sabedoria Manipulo a poesia Pra buscar transmutações Decifrar a pedra filosofal E conquistar o domínio elemental A química perfeita descobrir Com os quatro elementos evoluir O samba é o verdadeiro elixir!
Tem ciência na regência da bateria Misturei surdo e repique, destilando alegria Sou o mestre da cadência, eis a minha descoberta A nossa bossa é veneno na dose certa!
Quem sou eu no universo? Um grão de areia na imensidão? Tenho o dom da ousadia Reinvento a criação E no “cadinho” dos florais Conduzo os anseios medicinais Paixão rubro-negra! Meu preto e vermelho, o futuro é agora! Sobre a tábua sagrada Risco a fórmula que forja a vitória! Eis a pedra filosofal do samba Alquimia de gente bamba
Do bronze à prata, a minha missão Quem sabe ser ouro, a consagração Imperadores, amor real é por ti Te amar é o segredo do meu existir
Unidos do Cabuçu
Com o enredo “A Saga dos Tupinambás a Guaranis – No Olhar do Tempo, Escute o Cheiro da Chuva na Aldeia Maricá Cabuçu”, a proposta da Agremiação é uma imersão poética e histórica nas raízes indígenas do Brasil, especialmente dos povos que habitaram a região de Maricá.
Autores: Gabriel Leal, Erick Marques, Davison Jaime, João Zanuncio, Fábio Brandão, China do Cavaco, Mariano Araújo, Antônio Neto, Jonatan Quintanilha
A grande vespa vai voar sobre a terra de Tupã Iluminando o curumim Raiz forte, o sagrado, chuva em solo abençoado Do guerreiro guarani Resistência, ideal de luta Ninguém assusta o poder ancestral Aprendemos a lição, preservar o nosso chão Essência do meu povo original
Anawê oka anawê… nós temos brilho no olhar Anawê oka anawê… coragem pra vencer
Ouço um apito na mata “Cuspindo” fumaça Progresso ou ilusão? Tentaram moldar sua fé Das mãos de José Toquei maracá em oração Na imensidão do mar Ouro negro, Maricá Das profundezas, luz de um novo dia É a força tupinambá Que faz tremer a avenida
Naurú kuéra auê, na pele urucum Rufem os tambores aqui na Cabuçu A estrela azul vai brilhar (vai brilhar) Na imponência da aldeia Pariká!
Unidos da Vila Kennedy
A Unidos da Vila Kennedy vem para a Intendente falando sobre a CUFA. Com o enredo "O grito da Favela, CUFA, o Brasil que deu certo", a Vila Kennedy celebra a história da Central Única das Favelas, nascida em Madureira e hoje reconhecida no mundo todo como voz da do povo preto que transforma dor em potência, exclusão em oportunidade e silêncio em voz.
Autores: Flavinho Bento, Fernando Professor, Claudinho Russo, Miolo, André Baiacu, Jailton Russo, Leo Gonçalves, Luciano Flauzino, De Paula e Leo Peres
Um grito ecoa na boca do povo A CUFA é a alma de um mundo novo A prova real do verso que diz "Eu só quero é ser feliz"
Despertou! O sonho de uma nova alvorada No vaivém dos becos e vielas A gente vira o jogo na quebrada A luta que virou revolução Teu povo em multidão Estende as mãos Conduz a esperança no viver Histórias pra contar e aprender Florescem os direitos de igualdade Felicidade... É saber viver
Sobe morro, desce morro Entre festas e mazelas Teu nome é Favela Vê se tu pega a visão que mostra na tela Só sabe é quem vive nela
Nos acordes da canção Batidão toca na praça Nossa gente não se rende É a voz que não se cala Pra formar um cidadão Favelado em Doutor Salve a mãe guerreira que se dedicou Vila! Veja o clarão da liberdade A chave da oportunidade Resistir sempre valeu Por todo gueto Nas aldeias e quilombos Nos Brasis dos nossos sonhos A comunidade venceu!
Acadêmicos do Peixe
A Acadêmicos do Peixe levará à avenida o “O que que o meu samba tem...”, uma homenagem à maior manifestação da cultura popular brasileira, o Carnaval. O enredo propõe uma viagem no tempo, resgatando as origens da festa do povo, desde o entrudo e os blocos de sujo, passando pelos ranchos, cordões e pelas rodas de samba dos becos e vielas, até os grandes desfiles contemporâneos.
Autores: Serginho Rocco, Orlando Ambrósio, Telmo Augusto, Washington Motta, Gilmar L. Silva e Anderson dos Santos
Deixa essa magia me levar Seu axé purificar, mãe baiana Festa profana da elite à ralé Minha escola diz no pé… evoé! Sou mascarado, pierrô e colombina Fantasia que fascina um eterno folião Que esquece as mágoas pra viver essa ilusão Bate bumbo, Zé Pereira faz zoeira na cidade Porre de felicidade Foi Deus Baco quem mandou
Deixa falar a vizinha faladeira Que o samba na Praça Onze Foi de levantar poeira Raiou do couro do tambor a igualdade
Um clima de alegria que invade Num sonho que parece não ter fim Batuque que foi pelo mundo afora Agora veja o que meu samba tem É vermelho e branco Um brilho, encanto que mais ninguém tem
Tá aí meu Carnaval, passado no presente É o nosso peixe sacudindo a Intendente Vamos fazer história Em busca da vitória
Novo Império
Com o tema “No canto sagrado dos pajés e curandeiros: A cura que brota da floresta”, a Escola de Samba promete levantar seu pavilhão para cantar a força ancestral da mata. Entre o gorjear dos pássaros e o dançar das árvores ao som das cascatas, surge a magia que perfuma a vida com cheiro de beijoim. As energias de Ossain e Aroni, num bailado místico, convidam a todos para um banho de fé e renovação.
Autores: Chicão do Cavaco, Fagudinho, Rogério Máximo, Cidinho Pernambucano, Madalena, Silvana Aleixo, Jorge Feijão.
Com as bênçãos dos pajés e curandeiros Pássaros gorjeiam nas matas Árvores dançando no bailar das cascatas Começa o sassayin Curando feridas, perfumando a vida Com cheiro de benjoim Eiyê voou, ô ô ô! Aroni pulou, numa perna só Ó Senhor das folhas, Guiai as escolhas, tenha dó!
Vovô ensinou! Banho de abô A bengala do velho quebra mandinga Se junta caboclo, okê, arô! Curandeiro da antiga
A floresta guarda o segredo Finda o medo, Senhor Rei da magia Macera as ervas Elimina a epidemia Com plantas medicinais Dos nossos ancestrais Vai meu samba exalar o aroma Das flores, curar os dissabores Sementes para a vida florescer A Novo Império traz do ventre do Ayê… Saravá! Atotô, Obaluaiê!
Okê, okê! Okê, arô! Oxóssi é caçador O guardião e rei das matas Peço licença, ó Juremá! Abre os caminhos pra minha escola passar Cabocla, filha de Tupinambá!
Mocidade Vicentina
As festas de São João vão ser o tema central da Mocidade Vicentina. Em "Anavantur, Anarriê! Vem com a Mocidade dançar quadrilha, que o samba hoje é balancê!", a Escola de Vicente de Carvalho promete apresentar a festa que, assim como carnaval, tem um propósito: celebrar o povo brasileiro!
Autores: Alexandre Guerra de Minas Arthur Franco, Custódio, Eliezer Rosa Meia Noite, Fábio Henrique, Fernando Silva, Joca Amaral, Luiz Carlos D'Almeida, e Mário Gomes
Merci beaucoup nasci na França Cheguei ao Rio, pelas mãos de Portugal Do luxo a simplicidade Birei cultura popular ... Ulalá Hoje sou quadrilha, sou brincante A pegada fascinante, faz o povo delirar Olha a cobra! É mentira! Abre a roda que o Arraiá vai começar!
Pula a fogueira, viva São João Festa na roça ou no salão O povo do samba no seu balancê A Intendente vai estremecer
As bandeirinhas, enfeitando o cenário Em casamentos que o padre consagrou Semeei a terra, plantei a esperança Pra colheita perfeita, que São Pedro abençoou Sorriso franco dessa gente brasileira Que dança, canta e se sente mais feliz Entrelacei minha raiz e transformei O caipira na avenida hoje é rei Na trajetória encontrei desigualdade Ergui a voz nos preconceitos sociais Nos templos há fé e a bonança Entre a chita e a organza Os valores são iguais No chão de estrelas onde a minha escola brilha Tem sambista na Quadrilha Eita sô trem bão demais
Anarriê, anarriê, anavantur na Mocidade Quero ver tu remexer Anarriê, anarriê, do passista ao quadrilheiro Hoje o couro vai comer!!!
Unidos da Barra da Tijuca
A Escola de Samba da Zona Sudoeste fecha os trabalhos na Intendente com o enredo "Enquanto Houver Sonho Há Esperança", onde a escola vai explorar o mundo dos sonhos e subconsciente, através da metáfora de um cérebro com engrenagens, simbolizando a materialização de desejos, como estabilidade e sorte.
Autores:Marcus Teles, Samir Trindade, Noca Neto, Clarissa Minardi , Marcelo Belo ,Wagner Guerra, Victor Rangel, Alexandre Reis, Marcão Lodi, Alesxandre Junior, Rodrigo Ferraz, Herval Neto, Renne ,Barbosa, PH Ubaldino, Pedro Moledo e Eduardo Lobão
No céu, um clarão Os anjos vêm anunciar Um novo sonho a surgir Iluminando meu pavilhão Do amor eu nasci Vi na ciência evolução Inspirações pra despertar Há esperança no ar
No poder da mente, a criação Mistérios, magias da imaginação Onde tudo pode, a gente alcança Nossos sonhos de criança
Na busca da felicidade Carrego no peito a esperança Nem toda riqueza traz alegria O pesadelo vem da noite pro dia Eu vou, com força e coragem pra resistir Inspiro um novo tempo que vai reluzir Nessa comunidade Guerreira “Sonhando acordado” até de manhã Com o brilho nos olhos pra ser campeão!
Clareou na força do afã Traz nessa avenida um novo amanhã O sonho é nosso e vamos à luta Unidos da Barra da Tijuca
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